HRLB realiza captação de órgãos

A Comissão Intra-hospitalar de Transplante (CIHT) do Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua (HRLB) realizou mais uma captação de órgãos na manhã do último domingo (22). A família do paciente de 57 anos autorizou a doação dos órgãos. Foram doados rins.

O enfermeiro André Luís Arcari, coordenador de enfermagem da UTI do HRLB/CONSAÚDE e integrante da Comissão, ressalta a importância da doação: “Na doação, há esperança e solidariedade. Basta pensar em quantas pessoas poderemos ajudar com a doação. Doar órgãos é salvar vidas”.

Oito funcionários do HRLB fazem parte da Comissão, sendo médicos, enfermeiros, psicólogo e assistente social. A Comissão do HRLB foi constituída e aprovada pela Portaria nº 002/2012, de 29 de fevereiro de 2012. O Hospital foi incluído no Programa Paulista de Apoio às Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, programa do qual fazem parte hospitais que, em 2013, notificaram maior número de mortes encefálicas no Estado de São Paulo

Como funciona

Com a constatação da morte encefálica do paciente, verificada pelos profissionais da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes por meio de dois testes clínicos, é acionada a OPO (Organização de Procura de Órgão) do Hospital das Clínicas, em São Paulo, ligada a uma Central de Captação de Órgãos da Secretaria de Estado da Saúde, que envia profissionais para o último teste no paciente, desta vez por imagem.

Após os três testes (dois clínicos e um por imagem), quem decide pela doação são familiares diretos do paciente. “Por isso, quem deseja doar órgãos, deve comunicar a família ainda em vida. É importante ainda que todos entendam que existe o respeito dos profissionais do Hospital pelo luto das famílias”, disse Arcari.

A família é informada assim que há a suspeita de morte encefálica do paciente, inclusive sobre a possibilidade de doação de órgãos. Os profissionais da Comissão também são responsáveis pelo apoio psicológico dos familiares.

A doação bem sucedida depende da relação de confiança estabelecida entre a Comissão e a Central de Captação de órgãos e a família do potencial doador, bem como da agilidade do processo de confirmação de morte encefálica. A obtenção de órgãos e tecidos de pacientes com morte encefálica com finalidade de transplante só é possível se forem cumpridas uma série de etapas sequencialmente organizadas, que garantam a identificação do doador potencial, o diagnóstico de morte encefálica, a manutenção clínica e farmacológica, o consentimento familiar, a locação dos órgãos e tecidos doados, as cirurgias de retirada e a realização dos transplantes e implantes.

O enfermeiro André Luís Arcari ressalta que, na doação, há esperança e solidariedade. “Você família, pai/mãe, filho/filha, esposo/esposa – conversem sobre a intenção de ser doador de órgãos, leiam na internet sobre doação de órgãos, entrem no site da Secretaria de Estado da Saúde (veja a lista de espera de transplantes), pensem em quantas pessoas poderão ajudar. Talvez você tenha um vizinho, um conhecido ou até mesmo um familiar que está em uma fila aguardando um transplante. Pense nisso. Doar órgãos é salvar vidas”, finalizou.