Quando procurar ajuda psicológica?

Para que possamos responder a esta questão é necessário, primeiramente, entendermos o que faz o psicólogo. Já que podemos considerar que quando procuramos um profissional, de qualquer área que seja, temos uma representação pra nós do que ele faz e é identificando-o com o problema ou necessidade que estamos vivendo que o procuramos ou não.
Resumidamente, o psicólogo é o profissional que estuda, analisa e intervém no comportamento humano através dos aspectos psicológicos, que dentre outros, estão nossas emoções, sentimentos, crenças/pensamentos e modo de viver.
Todos nós temos um “jeito único de ser”, diferente de todos demais. Assim, como somos diferentes fisicamente também, embora tenhamos a mesma estrutura (cabelos, olhos, orelhas, boca, coração, pulmões, etc.). Esta, no entanto, tem diferenças pessoais. Pode ser de várias formas, cores, espessuras,… e por mais parecidas que sejam estas características, nunca serão totalmente iguais.
Psicologicamente falando, também somos capazes de sentir as “mesmas” emoções: todos nós somos, ao menos capazes, de sentir alegria, tristeza, raiva, afeto, medo, segurança, ansiedade, etc. Contudo, é no desenvolvimento da nossa personalidade – paralelo ao nosso desenvolvimento físico e que para muitos autores ocorre até a adolescência, na idade conhecida como “adulto jovem” – que nos fazemos únicos.
Únicos na forma de viver: na forma de sentir alegria, de comemorar, de ver o mundo, de enfrentar dificuldades… Uns podem ser mais introvertidos, outros mais extrovertidos; mais impulsivos, ou mais pacientes; mais pessimistas ou mais otimistas; é quando definimos nossos padrões de relacionamentos e nossos gostos, nossas escolhas. Enfim, tudo aquilo que nos identifica frente a toda esta diversidade, que nos faz únicos, diferentes, e que nos dá identidade.
Neste percurso do desenvolvimento e, até mesmo, da vida, estamos vulneráveis aos acontecimentos externos, que podem ser evolutivos – próprios da evolução da vida: adolescência, casamento, gravidez, filhos, envelhecer – ou acidentais. E tanto um como outro refletem de algum modo, e conforme nossa personalidade, em nosso estado emocional. Pode-se, então, desenvolver ou reagir com um padrão comportamental desadaptativo, causando-lhe imenso sofrimento.
É nesse momento, quando não vemos saída e o sofrimento já é grande demais, que nos remetemos a nossa impotência, a nossa finitude, a nossa natureza “de carne e osso”. E frente a isto, ainda temos escolhas a tomar – seja elas conscientes, ou nem tanto assim. Podemos escolher desistir. Podemos escolher lutar sozinhos. Ou, podemos procurar ajuda dos amigos, dos familiares e ajuda profissional de um psicólogo ou outros profissionais. São ajudas diferentes e, portanto, complementares.

Psicologia – H.R.V.R:
Psic. Rodrigo Nicz
Psic. Ramon Soares

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