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HISTÓRICO
Um sonho dos 350 mil habitantes do Vale do Ribeira, somado
aos anseios por segurança dos milhares de usuários da Rodovia Régis Bittencourt
(BR-116), em âmbitos nacional e internacional, começou a tornar-se realidade em
1988, quando a região mobilizou-se para inserir na Constituição Estadual o Fundo
de Desenvolvimento do Vale do Ribeira.
No dia 20 de novembro de 1991, a Lei foi regulamentada e os recursos garantidos
para a região.
A primeira concepção de investimento seria para a setorização dos recursos, onde
cada Prefeitura aplicaria o dinheiro do Fundo de acordo com suas prioridades.
Mas os prefeitos, as lideranças políticas e a sociedade organizada queriam mais.
Buscavam segurança definitiva para um problema crônico que os afetava. Como
feridas abertas no Vale do Ribeira, os acidentes automobilísticos eram a quinta
maior causa de morte na região. Os acidentes no trecho paulista da rodovia
matavam, em média, 80 moradores do Vale a cada ano. As estatísticas policiais
registravam que pelo menos 250 pessoas morriam na pista anualmente. Outros 30%
morriam a caminho ou nos hospitais, já que o atendimento especializado demorava
cerca de três horas após o acidente. Aproximadamente 3.000 veículos
envolveram-se nesses acidentes, 8.600 pessoas ocuparam carros, caminhões e
ônibus acidentados. Na rodovia trafegam diariamente entre 25.000 e 40.000
veículos (aproximadamente 70% caminhões), com grandes trechos de serra e
com índice pluviométrico elevado o ano todo.
Com a implantação do SAMU Vale do Ribeira- Serviço de Atendimento Médico às
Urgências -, os moradores do Vale reescreveram sua história virando uma página
de mortes e abrindo uma página de esperança e vida.
Esse trabalho de convencimento foi orquestrado por profissionais da Direção
Regional de Saúde (DIR XVII) do Vale do Ribeira, movidos pelo Programa de
Qualidade de Vida, implantado pelo governador Mário Covas e coordenado pela
Secretaria de Planejamento.
Decididos, os prefeitos do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Vale
do Ribeira (CODIVAR) deram o definitivo apoio político à priorização do SAMU, um
trabalho pioneiro e eficiente na garantia de atendimento, com rapidez e
segurança, às vítimas de acidentes no principal corredor brasileiro entre o Sul
e Sudeste, a Rodovia do Mercosul.
Historicamente, os primeiros socorros aos acidentados eram feitos por
populares, bombeiros ou policiais rodoviários com competência e dedicação,
porém, sem as exigências adequadas de salvamento. O transporte dos acidentados
ocorria de maneira improvisada, os hospitais eram desaparelhados e havia longa
espera por vagas nos hospitais especializados dos grandes centros urbanos. Não
havia nenhum sistema de rádio-comunicação na pista.
Para a sua implantação, o SAMU contou com a Coordenação da DIR XVII, com o Grupo
de Urgência da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, com o Hospital
Regional Vale do Ribeira (HRVR) e CODIVAR.
Assim, o SAMU Vale do Ribeira tornou-se pioneiro no atendimento às vítimas de
acidentes na Rodovia Régis Bittencourt (Br 116), cobrindo área de 750 quilômetro
quadrados, envolvendo, além da BR 116, nove rodovias intermunicipais e o
perímetro urbano das cidades que integram o Consaúde Consórcio Intermunicipal de
Saude), instituição que substituiu o Codivar no gerenciamento dos órgãos
regionais de saúde.
Para implantação do SAMU Vale do Ribeira, em maio de 1997, o governo de São
Paulo investiu R$ 1.135.000,00. Para manter esse importante serviço, o governo
de São Paulo investe mensalmente cerca de R$ 350.000,00.
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