SCIH/HRLB promove conscientização sobre a sepse

sepse

O SCIH do Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua, administrado pelo CONSAÚDE,  realizará atividades de conscientização neste dia 13 de setembro, Dia Mundial da Sepse . Serão distribuídos panfletos explicativos sobre a doença, com informações sobre como ela pode ser evitada. No Brasil, a síndrome, que é responsável por cerca de 233 mil óbitos em UTIs, é desconhecida por nove em cada dez pessoas.

De acordo com uma pesquisa encomendada pelo Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS) e  realizada em 134 municípios brasileiros, 93,4% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar sobre a sepse, mais conhecida como infecção generalizada ou septicemia. Estudo realizado em 2014 pelo ILAS mostra que são registrados por ano 419.047 casos de sepse em UTIs brasileiras, sendo que 55,7% (233.409) destas ocorrências resultam em óbito.

A sepse é uma resposta sistêmica do organismo a uma infecção, que pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários.

Normalmente, o sistema imunológico entra em ação para atacar a infecção e impedi-la de se espalhar. Mas, se ela consegue avançar pelo corpo, a defesa do organismo lança uma resposta inflamatória sistêmica na tentativa de combatê-la. O ponto é que essa reação também representar um problema, uma vez que pode ter efeitos catastróficos no organismo.

Quando não diagnosticada e tratada rapidamente, ela pode comprometer o funcionamento de um ou vários órgãos do paciente e levar até a morte. Qualquer processo infeccioso – seja uma pneumonia ou infecção urinária – pode evoluir para um quadro de sepse.

Sintomas

A organização britânica UK Sepsis Trust, que se dedica a informar sobre a doença e a ajudar pacientes, lista seis sintomas que devem servir de alerta:

– Fala arrastada

– Tremores extremos ou dores musculares

– Baixa produção de urina (passar um dia sem urinar)

– Falta de ar grave

– Sensação de que pode morrer

– Pele manchada ou pálida

Já os sintomas em crianças pequenas incluem:

– Aparência manchada, azulada ou pálida

– Muito letárgico ou difícil de acordar

– Pele fria fora do normal

– Respiração muito rápida

– Erupção cutânea que não desaparece quando você pressiona

– Convulsão

Os sintomas não são específicos, é difícil para a população em geral suspeitar que possa estar com sepse. Muita gente demora a procurar atendimento porque acha que os sintomas fazem parte do próprio quadro de infecção. Assim, todas as pessoas que estão com uma infecção e apresentam pelo menos um dos sinais de alerta (citados acima) devem procurar imediatamente um serviço de emergência ou seu médico.

20170911_171005