Serviço do HRLB orienta profissionais de saúde sobre a sepse

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O SCIH – Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua, de Pariquera-Açu, administrado pelo CONSAÚDE, irá realizar no dia 13 de setembro, uma ação de conscientização sobre o Dia Mundial da Sepse, comemorado na data.

De acordo com Dr. Arnaldo D’Amore Zardo, infectologista e responsável pela CCIH – Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, “o objetivo é conscientizar os profissionais de saúde sobre a sepse, a importância da identificação precoce e sobre o protocolo de ações para o tratamento adequado de qualquer infecção grave”, afirmou.

Dentre as ações do dia 13 de setembro, o SCIH prevê a distribuição de informativos e um trabalho entre médicos e enfermeiros, no sentido de conscientizar sobre o tratamento dos casos de sepse. “Também é possível prevenir a sepse, evitando a infecção. Existem vacinas para determinados agentes como pneumococos e H1N1. A prevenção pode ser feita ainda com um estilo de vida saudável, com alimentos nutritivos, exercício físico e descanso, sem contar a higienização das mãos que é um hábito que ajuda a prevenir a infecção”, orienta o infectologista.

A sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. Ela era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue e hoje é mais conhecida como infecção generalizada.

Segundo explica o infectologista do HRLB, “não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários dos órgãos do paciente. Por isso, o paciente pode não suportar e vir a falecer”. O quadro é conhecido como disfunção ou falência de múltiplos órgãos.

Os números no Brasil são alarmantes. A sepse é responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil. Atualmente, é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer. Tem alta mortalidade no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30-40%. Segundo um levantamento feito pelo estudo mundial conhecido como Progress, a mortalidade da sepse no Brasil é maior que a de países como Índia e a Argentina.

A doença é a principal geradora de custos nos setores público e privado. Isto é devido a necessidade de utilizar equipamentos sofisticados, medicamentos caros e exigir muito trabalho da equipe médica. Em 2003 aconteceram 398.000 casos e 227.000 mortes por choque séptico no Brasil com destinação de cerca de R$ 17,34 bilhões ao tratamento.

Por tudo isto, alguns cuidados são fundamentais. Nos quadros de sepse, as primeiras horas de tratamento são as mais importantes. O tratamento imediato com antibióticos de amplo espectro e exames de culturas são importantes para evitar o óbito, bem como a constante capacitação dos profissionais de saúde para os cuidados dos pacientes com sepse.

O infectologista também dá algumas dicas de tratamento adequado diante de qualquer infecção grave. “Os antibióticos devem ser tomados como prescrito pelo médico, respeitando o tempo de tratamento. Não se deve tomar antibióticos desnecessariamente para reduzir as chances de desenvolvimento de resistência aos efeitos dos mesmos e a automedicação deve ser evitada”, alerta Dr. Arnaldo.

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