Superintendente do Consaúde, Maria Cármen Amarante Botelho, afirmou que as medições e preparo da área para a obra começa

Superintendente do Consaúde, Maria Cármen Amarante Botelho, afirmou que as medições e preparo da área para a obra começaram segunda 9.

Regional – Como uma enxaqueca, a destinação final do lixo hospitalar das 26 cidades consorciadas ao Consaúdeatormentava os gestores de saúde e os prefeitos da região. Apesar dos esforços, a destinação sempre foi inadequada com riscos para a saúde e danos ao meio ambiente, problema que está com os dias contados. Na quinta-feira 5, na capital, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Francisco Graziano, o presidente do Consaúde, Miro Kabata, e o prefeito de Pariquera-Açu, Zildo Wach, assinaram o projeto de instalação da Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos de Serviços em Saúde, em área anexa ao HRVR-Consaúde.
A cerimônia de assinatura do projeto, realizada na Secretaria do Meio Ambiente, foi acompanhada pelo deputado estadual Samuel Moreira, pela superintendente do Consórcio, Maria Cármen Amarante Botelho, pelo diretor técnico da DRS-XII, Nilson , e mais doze prefeitos da região. “É a nossa grande obra para a saúde e para o meio ambiente. O momento é histórico para a região”, destacou o presidente do Consaúde, Miro Kabata.
Ao assinar o Convênio, o secretário de Meio Ambiente, Francisco Graziano, disse que a solução do problema da destinação do lixo nas cidades do Vale é vital para o desenvolvimento da região. “Nós temos recursos, temos toda a disposição para solucionar os problemas da região e, se recebermos um projeto técnico perfeito, nós liberaremos os recursos”, avisou. “Este projeto da Unidade estava aqui, redondinho, e resolvemos essa questão. Agora, queremos solucionar 100% do problema dos aterros sanitários. Depende dos prefeitos”, avisou.
A superintendente do Consaúde Maria Cármen Amarante Botelho agradeceu o empenho do secretário Graziano e do deputado Samuel Moreira para a liberação dos recursos e a concretização da obra . Ela também lembrou o trabalho do então chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Arnaldo Madeira, para a realização da obra. Em 2005, Madeira reconheceu a necessidade de instalar a Unidade e, com o projeto em mãos, garantiu recursos do Fundo Estadual de Prevenção e Controle de Poluição (FECOP), órgão ligado à Secretaria do Meio Ambiente “Esta é uma vitória da saúde, do meio ambiente, dos prefeitos e de toda a classe política da região”, afirmou Maria Cármen.
Participaram da cerimônia de assinatura do Convênio os prefeitos de Sete Barras, Miro Kabata, de Cajati, Marino Lima; de Pedro de Toledo, Eulálio Ilek; de Juquiá, Quinco Soares; de Iguape; Maria Elizabeth Negrão Silva; de Tapiraí, Alvino Guilherme; da Ilha Comprida, Márcio Ragni; de Pariquera-Açu, Zildo Wach; de Apiaí, Donizete Barbosa; de Itapirapuã Paulista, Luiz Gonzaga; de Cananéia, Geraldo Carneiro.

Como funcionará a Unidade
Com tecnologia de ponta e equipamentos de última geração, a Unidade de Tratamento dos Resíduos Sólidos em Saúde tratará o lixo hospitalar das 26 cidades consorciadas ao Consaúde. A unidade contará com duas autoclaves, máquinas que utilizam altas temperaturas para tirar a infecciosidade dos materiais hospitalares. Após a desinfecção, os materiais seguem para as máquinas trituradoras que eliminarão os instrumentos perfuro cortantes.
Uma câmara frigorífica tem a meta de armazenar o material, em caso de problemas com os equipamentos. O projeto do Consaúde contempla ainda caldeira, compressores de ar e balança. Todo esse processo reduz em 30% o volume original de lixo hospitalar e o transforma numa massa cinzenta inofensiva, pronta para ser destinada ao aterro sanitário.

Processo de instalação começou em 2002
Consaúde assumiu os serviços regionais de saúde em 2001. No ano seguinte, começaram as articulações e projetos para a instalação da Unidade de Tratamento dos Resíduos em Saúde. A obtenção das licenças dos órgãos ambientais contou com diversos estudos, análises e laudos técnicos. Em seguida, houve o empenho para a obtenção dos recursos, uma luta que soma sete anos.“A liberação da obra demorou porque trata-se de um tema complexo, que envolve questões ambientais, expedição de licenças, muitos estudos minuciosos, análises técnicas e recursos elevados”, explicou a superintendente do Consórcio Maria Cármen Amarante Botelho. A obra conta com R$ 940 mil do FECOP, além de contrapartida do Consaúde.