Técnica é implantada em Hospital do Vale do Ribeira e auxilia desenvolvimento de bebês internados na UTI

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Uma técnica simples que começou na Dinamarca e foi implantada no início deste ano na UTI Neonatal do Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua, de Pariquera-Açu, administrado pelo CONSAÚDE, tem ajudado e muito os bebês prematuros. Na UTI são usados polvos de crochê para ajudar no tratamento dos recém-nascidos que necessitam de cuidados intensivos.

O tentáculo lembra o cordão umbilical. A linha macia do crochê dá conforto aos bebês. É terapêutico, sendo um carinho com benefícios visíveis: os bebês engordam e ficam mais calmos na incubadora. Estes são os resultados obtidos com os bonecos, inspirados nos polvos.

A iniciativa partiu dos próprios funcionários, que descobriram o projeto por meio de pesquisas na internet. De acordo com a enfermeira responsável pela UTI Neonatal, Vera Colaço, “é gratificante ver o resultado dos esforços dos profissionais da UTI Neonatal. Além disso, é muito importante divulgarmos este trabalho, até mesmo para termos mais doações de polvos em crochê”, afirmou.

Quem quiser doar, pode entrar em contato com a página do facebook da UTI Neonatal do HRLB, que é www.facebook.com/utineonatalhrlb ou então entrar em contato direto com o telefone do hospital que é (13) 3856-9600.

 

Humanização

A Maternidade do HRLB é credenciada pela Rede Cegonha, do Ministério da Saúde, o que garante às pacientes a atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como assegura às crianças o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis. Além disso, O HRLB conta com dez leitos de UTI Neonatal e uma UCIN, que é uma unidade de cuidados intensivos neonatais, garantindo os cuidados que alguns recém-nascidos necessitam. Foi implantado também o Método Mãe Canguru, para ajudar no desenvolvimento dos bebês.

A Maternidade registrou 1.189 partos realizados de janeiro a junho deste ano, de pacientes de todo o Vale do Ribeira. No período, foram contratadas 1.140 internações, ou seja, houve um aumento de 4,3%.

A registrense Juliana Rodrigues teve bebê no HRLB e sabe bem a importância de todo o trabalho de humanização. “Parabéns à equipe. São todas dedicadas e atenciosas com os bebês. Eu passei pela UTI Neonatal de Pariquera-Açu e fui bem tratada tanto eu como meu filho, que hoje está com 2 anos e 6 meses”, disse.

 

Polvos em crochê

O formato espiral dos oito tentáculos lembram um cordão umbilical. A ideia é que o polvo, feito com linha de crochê 100% algodão e manta siliconada, lembre o útero materno. Pois estes polvos estão ajudando bebês prematuros a se sentirem mais seguros e confortáveis em maternidades pela Europa e agora no Brasil. Existe uma explicação para isso. Ao abraçar o brinquedo, feito de crochê, os recém-nascidos se sentem mais calmos e protegidos, pois os tentáculos se remetem ao cordão umbilical e dão segurança semelhante a do útero materno.

Projeto Octo começou na Dinamarca em 2013, quando um grupo de voluntários passou a costurar polvos de crochê para doar para bebês prematuros em unidades de tratamento intensivo neonatais.

Importante ressaltar que, para que o brinquedo seja seguro para recém-nascidos, os polvos precisam ser 100% algodão, assim podem ser levados à máquina de lavar. Atenção aos tentáculos, que não podem passar de 22 centímetros.