HRLB/CONSAÚDE realiza mais uma captação de órgãos

A Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua (HRLB), administrado pelo CONSAÚDE, realizou mais uma captação de órgãos no dia 29 de dezembro.

A doação veio de um paciente masculino, de 23 anos, vítima de acidente de moto. Foram doados coração, rins, córneas e fígado.

Em 2017, o HRLB teve 10 casos notificados de pacientes com morte encefálica, que é o diagnóstico que possibilita a doação de órgãos. As famílias são informadas e orientadas, mas infelizmente nem todas aceitam. Até setembro deste ano, foram apenas dois doadores de fígado, rins e córneas.

O enfermeiro André Luís Arcari, coordenador de enfermagem da UTI do HRLB/CONSAÚDE e integrante da Comissão, ressalta a importância da doação: “Na doação, há esperança e solidariedade. Basta pensar em quantas pessoas poderemos ajudar com a doação. Doar órgãos é salvar vidas”, disse.

Como funciona

Com a constatação da morte encefálica do paciente, verificada pelos profissionais da Comissão Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes por meio de dois testes clínicos, é acionada a OPO (Organização de Procura de Órgão) do Hospital das Clínicas, em São Paulo, ligada a uma Central de Captação de Órgãos da Secretaria de Estado da Saúde, que envia profissionais para o último teste no paciente, desta vez por imagem.

Após os três testes (dois clínicos e um por imagem), quem decide pela doação são familiares diretos do paciente. “Por isso, quem deseja doar órgãos, deve comunicar a família ainda em vida. É importante ainda que todos entendam que existe o respeito dos profissionais do Hospital pelo luto das famílias”, disse Arcari.

A família é informada assim que há a suspeita de morte encefálica do paciente, inclusive sobre a possibilidade de doação de órgãos. Os profissionais da Comissão também são responsáveis pelo apoio psicológico dos familiares.

A doação de órgãos é regida pela Lei nº 9.434/97. É ela quem define, por exemplo, que a retirada de órgãos e tecidos de pessoas mortas só pode ser realizada se precedida de diagnóstico de morte cerebral constatada por dois médicos e sob autorização de cônjuge ou parente. Para ser doador, não é necessário deixar documento por escrito. Cabe aos familiares autorizar a retirada de órgãos.