Ovo: vale a pena consumir

O hábito de consumir ovo como opção de alimento parece ter evoluído com a própria humanidade.
Conta a história que povos antigos, como os egípcios e hebreus por exemplo, já utilizavam o produto e consideravam como alimento sagrado, pois acreditavam que, para se transformar em um animal completo, o ovo possuía forças poderosas e sobrenaturais. Hoje, a ciência comprova seu elevado valor nutritivo, capaz não só de transformar em um novo ser – nesse caso, uma avezinha – como, também, de sustentá-la por certo período depois do nascimento.
Mas o medo de incluir o colesterol na dieta tem sido o grande responsável por afastar o ovo do cardápio e por provocar as mudanças nos hábitos alimentares da população, ainda que a análise de inúmeras pesquisas mostre pouca relação entre o consumo de colesterol e o colesterol do plasma.
Desta forma, a ingestão de ovo como item da alimentação tem sido desprezada por conceitos nutricionais infundáveis sobre seus possíveis malefícios à saúde. Em contrapartida, registra-se aumento considerável no consumo de farinhas brancas, alimentos industrializados, gorduras hidrogenadas e açucares ultra-refinados.
O fato é que o nível de colesterol no plasma é um mau indicador do risco de doenças cardiovasculares, uma vez que 50% das vítimas de infartos ou derrames apresentam taxas normais de colesterol. Além disso, o consumo de ovos, isoladamente, não pode ser considerado a causa dominante das doenças do coração e outros problemas de saúde como a obesidade e o diabetes, sem que considere fatores como o hiperinsulismo, o estresse oxidativo, o sedentarismo e a própria composição genética de cada individuo.
Estudos recentes indicam que há resposta mínima na concentração do colesterol plasmático em virtude do aumento no consumo de ovos por pessoas saudáveis. A maioria das pesquisas, entretanto, mostra aumento simultâneo no nível de HDL (bom colesterol), mantendo constante relação com o LDL (colesterol ruim).

Fonte: Associação Brasileira de Nutrologia